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Identidade de marca: Passos para tornar sua marca reconhecida

 

A identidade da marca é um dos maiores significados que sua marca pode conquistar. Segundo Jeff Bezos “é o que as pessoas falam de você quando você não está presente”, portanto, mais que a representação e transmissão dos valores, atributos, objetivos e pontos fortes, a identificação da marca é o que se reflete da marca para toda parte que a perceba.

A identidade bem orquestrada, incorpora uma linguagem bem assertiva com os diversos canais e públicos, demonstra as preocupações da empresa, alinha os diversos processos que a empresa passa, como por exemplo, a mesma linha de comunicação que se faz na venda, se faz no canal de reclamações, mantendo uma coerência uníssona demonstrando uma marca sólida e comprometida com o cliente e com os padrões e valores.

Quando bem atingida, a identidade representa as emoções sentidas pelo cliente e envolvidos com a marca, uma vez que será a transmissão de como a empresa que ser vista e lembrada. É um trabalho contínuo, pois demonstra a personalidade da marca, e como ela se comporta nos diferentes envolvimentos com o público.

 

  • Desenvolvimento da Identidade Visual:

Uma estratégia bem organizada para identidade visual determina os diversos recursos visuais que a marca necessita para realizar o perfeito ajustamento dos produtos, da empresa e de todo material que envolve a marca. Sabendo que deve-se incorporar tudo que envolve a marca, é importante entender que mesmo assim, não se colocará o logo da marca em qualquer lugar, portanto existem várias alternativas para fortalecer o visual

São diversos mecanismos, como padrões fotográficos, códigos morfológicos, ícones e padrões de ilustração da marca, padrões de diagramação e por aí segue. Servem para que a identidade de marca tenha um apelo correto com uma identidade visual bem organizada, para que mesmo sem logotipo, algumas definições já sejam suficientes para instruir os olhos.

 

  • Identidade Verbal e Meios de Comunicação:

A comunicação é percebida e pensada muito visualmente, justamente resulta em excesso de informação visual e confusão na absorção desses elementos. Já reforçamos que a geração de conteúdo é a nova oferta, quer dizer, as pessoas se identificam com as marcas (mesmo sem intenção de compra), e vão gerando pertencimento e empatia através da identidade e comunicação que ela transmite.

A identidade verbal define a forma de discurso da marca, e dessa forma identifica o que ela quer transmitir e transparecer aos stakeholders (público estratégico), na etapa de identidade verbal, também definimos suas diversas linguagens a serem utilizadas para cada canal, para cada persona ou momento. Hoje o leque de atuação do conteúdo redigido é enorme, portanto permite-se muita exploração da linguagem da marca, o que implica em enorme possibilidade de conversões e expansão da marca através de uma identidade verbal bem definida e usada de forma estratégica.

 

  • Identificando a correta Tipografia para a Marca:

A tipografia tem o poder de transmitir muito da identidade da marca simplesmente através das letras e conjuntos de escrita da marca, como por exemplo o namming, tagline, slogan, textos complementares, chamadas em campanhas publicitárias e por aí vai.

É importante respeitar alguns critérios técnicos como o modelo de texto, e transmitir a marca com fidelidade às qualidades e valores. O excesso de informação atual caracteriza um ambiente que pede por tipografias básicas e limpas, portanto se diferenciam nos mínimos detalhes, o que pede o auxílio de um designer bem identificado com a marca para perfeita representação.

 

  • Processo Criativo e Brainstorm em Grupo:

O Brainstorm é definido literalmente como a “chuva do cérebro”, no entanto é muito mais que um simples transbordar de ideias. Existem diversas técnicas de brainstorm, como por exemplo uma roda de conversas onde um grupo de pessoas faz um imersão no que está sendo criado, todos com o mesmo objetivo, esse processo também pode ser descrito como uma “técnica para resolver um problema através da colaboração criativa”, segundo o blog Marketing de Conteúdo.

Existem diversas técnicas, procedimentos que possam ser observados e executados para um bom brainstorm, independentemente do processo, o importante é fazê-lo com o intuito certo e alinhando os envolvidos.

 

  • Design Estratégico da Marca:

Tem por característica englobar todos os pontos de contato com o consumidor, desde a aparência gráfica da marca, embalagens, uniformes, tudo que transmitirá significado, porém traz resultados que vão muito além disso, é um raciocínio a respeito de tangenciar a estratégia de marca da empresa, ou seja, inserir os conceitos da estratégia da marca na comunicação e contato com o público.

O design estratégico bem feito, transmitirá determinada emoção ao cliente e envolvidos com a marca, o que tem importantíssimo papel na saúde do negócio pois as pessoas sentem-se bem comprando de uma marca que transmita uma determinada emoção prévia nele. Quando bem feito gera efeitos permanentes.

 

  • Definição das cores institucionais da marca:

As análises percorrem compreensões tanto dos reflexos psicológicos e representativos das cores escolhidas, como preocupações técnicas na hora de definição de cores, pois influenciam até mesmo no custo da produção do material da empresa de acordo com as cores escolhidas.

Cada cor transmitirá determinadas sensações e resultará em influência na comunicação visual da empresa, portanto é sim de extrema importância uma definição de cores institucionais que venha a atingir um resultado e configuração de acordo com toda a estratégia definida.

 

  • Plataforma e Arquitetura de Marca:

A arquitetura da marca, é uma estrutura que visa orquestrar as diferentes marcas que a corporação possuir, podendo pensar de 3 principais maneiras, arquitetura de marca única, arquitetura de marcas mistas ou arquitetura de marcas independentes. Diferenciam-se pela ideia de que na primeira uma marca só é responsável pelos diversos segmentos e produtos que a empresa possa ter, e na outra ponta uma segmentação e maior leque de marcas para direcionar melhor os esforços.

Os prós e contras ficam entre o controle e esforço direcionado que cada modelo de arquitetura de marca terá, pois de um lado fica o maior poder de um única marca pela sua maior facilidade de obter solidez, além do menor custo para ter uma marca só e do valor que acaba sendo emprestado para todos os produtos, e do outro lado com várias marcas, a maior singularidade e distinção das outras, não interferindo uma na outra, permitindo com que cada uma desenvolva-se segmentada.

 

  • Construa uma identidade com base conceitual forte:

Esperamos que tenha ficado claro o que é IDENTIDADE DE MARCA, sua valiosa função e como ela beneficia marcas e negócios. Esse recurso é um dos principais pontos para se diferenciar visualmente e passar mais claramente a mensagem que se deseja para o público. No entanto, antes de qualquer decisão visual, recomendamos que toda empresa dê uns passos atrás para se autoconhecer. Muitas marcas constroem sua imagem apenas em cima da linguagem visual do mercado, sem levar em conta suas particularidades. Isso não é de todo errado, mas não é uma premissa sólida o suficiente, e torna mais difícil a diferenciação dentre os concorrentes.

O ideal é construir uma identidade  pautada em uma base conceitual forte. É necessário uma estratégia , um dna empresarial e um propósito de marca bem definido. Sem valores e autoconhecimento, a marca não tem referência para ser representada visualmente, e em pouco tempo poderá destoar daquilo que acredita ou da promessa que entrega. Isso pode causar grandes problemas e demandar um enorme retrabalho (e reinvestimento de tempo e dinheiro) em cima da marca gráfica e da identidade visual.

Para ir além, as marcas precisam se desenvolver de dentro para fora. Só assim é possível construir uma ponte entre a identidade e a imagem corporativa. Esses atributos devem seguir uma só linha de raciocínio, facilitando todas as formas de expressão da empresa no mundo. Esse pensamento nos traz mais uma vez ao Branding e ao que acreditamos ser o melhor cenário para o crescimento: todas as definições da marca devem partir de seu propósito, inclusive a identidade.

Autor: Douglas Duart – Publicitário e Estrategista de marca na Agência Smart

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